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“Quando faço algo para meu irmão, estou assumindo meu compromisso de batismo”

Padre Romão deu um sentido mais amplo ao termo ‘voluntário’ na abertura das atividades de 2018 na Casa de Apoio Madre Maria Gertrudes

A Casa de Apoio Madre Maria Gertrudes, no bairro Nova Esperança, abriu oficialmente as atividades de 2018 com um encontro entre participantes e voluntários na tarde de sábado (10/03). Conduzida pelas irmãs salesianas Lina e Pushpa, a programação foi aberta com uma palestra da psicóloga Emiliana Faria, que ensinou como se inspirar na doutrina cristã – e nos dons do Espírito Santo – para lidar com o stress.

Em seguida, o momento de oração teve início com o terço e culminou com a Santa Missa celebrada pelo padre José Cristiano e pelo padre Romão, pela primeira vez na Casa de Apoio como pároco da São Vicente de Paulo. Num gesto singelo de oferecimento dos dons para o serviço de Deus, os voluntários entraram com objetos que simbolizavam o trabalho de cada um. Também foram apresentados os seminaristas que este ano reforçarão o trabalho de evangelização no bairro.

Ao final da missa, as irmãs entregaram aos padres e lideranças um caderno contendo o relatório de 2017 e o planejamento de 2018: o presente e o futuro da Casa de Apoio. Irmã Pushpa agradeceu o grande apoio do padre Rafael Solano Durán, pároco da São Vicente de Paulo nos últimos anos, e deu as boas vindas ao padre Romão: “A Providência Divina nos mandou o grande construtor de Londrina, padre Romão”, disse, mencionando a necessidade de uma nova sede da casa para atender a crescente demanda do bairro.

Padre Romão parabenizou o trabalho das irmãs, agradeceu os dizimistas da paróquia São Vicente de Paulo e apresentou um sentido mais amplo ao termo voluntário: “Sei do trabalho dedicado dessas irmãs, é um trabalho admirável. É uma alegria poder continuar trabalhando com elas. Na paróquia Nossa Senhora Auxiliadora nós já trabalhávamos juntos; elas atuam no bairro Campos Verdes e fazem um belíssimo trabalho.

Quero agradecer de modo especial aos dizimistas da paróquia São Vicente de Paulo; são os dizimistas que sustentam a ajuda que vem da paróquia. Sempre falamos no nome do padre, mas o padre não faria nada se não fossem os dizimistas. Então, nós temos uma comunidade com a qual podemos contar. É uma comunidade abençoada, que vive no espírito de São Vicente de Paulo. Louvado seja Deus!

E todos os irmãos que vêm aqui, que são da paróquia São Vicente de Paulo e de outros lugares. Eu confesso que nem gosto do termo voluntário. Acho que esse termo a gente usa para ONGs, associações, escolas, mas para a igreja nós não somos voluntários; nós somos comprometidos com o nosso batismo. Você que é pai, que é mãe, se um filho teu vai enxugar a louça na sua casa, ele diz: ‘mãe, vou enxugar louça para a senhora porque sou voluntário aqui em casa, tá?’  Não, ele não é voluntário.

Então, a igreja é a família de Deus, como diz São Paulo em Efésios. E o que nos caracteriza como família é o batismo que recebemos. E quando eu faço algo que eu posso para o meu irmão, seja na evangelização, na pastoral, na ação social, eu estou assumindo meu compromisso. Não somos voluntários, somos irmãos e irmãs que nos ajudamos, que nos aproximamos, que somos solidários, que fazemos o que está ao nosso alcance. Essa é a nossa missão. Parabéns pelo trabalho que vocês têm desenvolvido aqui e que Deus sempre nos conceda iluminação e sabedoria para discernir o que Ele quer de nós no presente e no futuro. E que não nos faltem criatividade, coragem e ousadia.

Tem um poeta português que diz: ‘Deus quer, o homem sonha, a obra nasce’. Que o Senhor nos conduza em nossa história, que a obra Dele aconteça em nós e através de nós, para que possamos um dia rezar como Maria; ‘O Senhor fez em mim maravilhas, Santo é o Seu nome’. Que Ele faça em nós maravilhas. E que a santificação do nome dele venha através da nossa união e das nossas obras.”

Por Rosângela Vale

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