Você está aqui
Home > Destaque > Luz, câmera, revelação!

Luz, câmera, revelação!

Em uma tarde ensolarada no Grafatório, crianças do Projeto Olhares Nova Esperança fotografaram com uma câmera artesanal e conheceram as etapas de revelação.

No último sábado (23) crianças dos bairros Nova Esperança e União da Vitória visitaram o Grafatório para mais uma atividade do Projeto Olhares Nova Esperança, que busca trabalhar a prática da fotografia com os pequenos, com idade entre 7 a 14 anos. O projeto terá a duração de sete encontros, todos realizados aos sábados.

A ideia do projeto veio da fotógrafa Angelita Santini Niedziejko que, visitando os locais na zona sul de Londrina para documentar o cotidiano dos moradores, percebeu a curiosidade que as crianças tinham de seu equipamento. O Olhares Nova Esperança também recebe o suporte da arquiteta e artista plástica Fatima Savignon, e da integrante da Pastoral da Comunicação e da Pastoral da Escuta, Rosana de Andrade.

Oito crianças estão participando dos encontros: Os irmãos Alisson (7) e Letícia (10); Kawã (11); Emilly (13); Eduardo (11); Jheniffer (9), Israelly (14) e Histefany (10). Na primeira reunião, realizada no Monte Carmelo, o grupo construiu uma “câmera escura”, maneira simples de se explicar como funciona uma máquina fotográfica com os conceitos de foco e profundidade. Além disso, as crianças também deram início à construção de uma câmera artesanal, feita por um rolo de filme e papelão.

 

No segundo encontro, o grupo visitou o Grafatório, uma associação cultural sem fins lucrativos e que se dedica às artes visuais. Sob a supervisão de Edson Vieira, integrante da associação, as crianças finalizaram o pequeno equipamento artesanal colocando dentro dele um papel fotográfico. O processo foi feito dentro de um laboratório de revelação. Agora, era hora de fotografar.

Em uma praça localizada próxima aonde estavam, as crianças poderiam fotografar o que quisessem: bancos, flores, casas, veículos e até a si mesmos. Ao final da atividade, o grupo retornou à associação para acompanhar o processo de revelação, fato que foi praticamente unanimidade no gosto dos pequenos. Nascidos em uma era “tecnológica”, todo o processo manual era uma grande novidade. “O que eu mais gostei foi da revelação”, disse Kawã. “Já assisti no YouTube, mas nunca tinha participado”, completou. “Como se revela as fotos eu só tinha visto nos filmes”, comentou Israelly.

Com mais cinco encontros, a ideia de Angelita é de ampliar os ensinamentos dentro da fotografia. “Nos próximos sábados pretendo convidar um fotógrafo para dar uma palestra falando sobre a sua carreira na fotografia e de mostrar alguns de seus trabalhos. Quero também ensinar umas noções de enquadramento, luz e edição das fotos, promover mais saídas de campo para captura de fotos com câmera analógica, deixando-os livres para fotografarem o que quiserem e, no final, organizar uma exposição com os melhores materiais que forem produzidos”, disse.

 

Por Edson Neves
Fotos: Angelita Santini Niedziejko

 

Artigos similares

Topo